segunda-feira, 7 de maio de 2012

Topiaria: arte com arbustos e árvores

A fauna é bela por definição; os espaços onde as árvores, flores e plantas criam templos de contemplação geralmente não necessitam de drásticos ajustes humanos, o que não significa que estes ajustes não sejam feitos.

Uma das intervenções mais apreciadas e difundidas é a topiaria.


A topiaria consiste em dar formas mais “artísticas” e geométricas a plantas, principalmente arbustos semi-lenhosos e trepadeiras.

É esculpir uma planta com o auxílio de tesouras de poda, estaquias de condução e armações.


Existem registros históricos do uso da topiaria durante o império romano, mas esta técnica foi praticamente abandonada na Idade Média (afinal, mais importante do que manter um jardim bonito era sobreviver!).

A topiaria voltou para os holofotes durante o período do Renascimento, inicialmente na Itália.
O ápice foi a criação dos jardins de Versalhes (França), onde a topiaria adquiriu status de obra de arte.

Pitósporo (Pittosporum tobira)


Algumas plantas usadas e indicadas para a topiaria são a murta (Murraya paniculata), o buxinho (Buxus sempervirens), a azaleia (Rhododendrom simsii), o cipreste (Cupressus coccinea) e o pitósporo (Pittosporum tobira), entre tantos exemplos.

São plantas perenes, resistentes a podas frequentes por terem folhas mais firmes (uma dica: verifique se as folhas são coriáceas – com consistência de couro – ou duras).


Para que as podas sejam efetivas e não prejudiquem a planta, elas devem ser feitas de preferência no final do Inverno e no início do Verão.

Arbustos em que cresçam inflorescências merecem atenção: só devem ser podadas no final da floração.

As formas mais comuns e mais fáceis de se fazer a topiaria (mas não se iludam: esta arte exige dedicação e paciência) são as geométricas ovais, cônicas e em forma de pirâmides.



Sidnei Trindade

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